Eles se olharam pela primeira vez em uma tarde de junho.
Um olhar foi o bastante.
De fato, não existem amores à primeira vista. Provado e comprovado.
Existem apenas... uma forte ligação que já existia por exigencia do universo que foi finalmente selada com a primeira troca de olhares.
Sim, isso sim é possível. Se acredita nessas coisas.
Era Junho. Um Junho nublado. Como de costume. Um Junho frio.
Ela usava um cachecol, ele usava brincos.
Nas duas orelhas.
Adorávelmente não rockeiro.
Ela se sentou em uma carteira no meio da sala.
Ele se sentou no chão. Por um bom tempo, por sinal.
Ele a observou enquanto ela tirava seus livros de uma bolsa incrivelmente pequena para caber tantas coisas.
Ele se lembra bem de como se sentiu quando uma outra pessoa se aproximou e a tocou nos lábios e sentou-se ao lado dela.
Ela sentia o olhar dele às suas costas. Ela lembra-se como se sentiu quando alguém que supostamente deveria significar algo importante para ela a beijou na frente dele. Sentiu-se mal.
O que o universo uniu não pode ser separado por mortais. Talvez possa. Talvez separe. Talvez este alguém a mate. Talvez este alguém o mate.
Eu acho que eu gosto de tragédias.
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